Sobre
Meu pai sempre tinha uma câmera na mão.
Nas festas, nas viagens, nos dias comuns de fim de semana — ele apontava a lente e clicava. Cresci cercado de fotos, de álbuns, de momentos que o tempo tentou levar mas não conseguiu. Aprendi cedo, sem que ninguém precisasse me ensinar, que uma fotografia é mais do que uma imagem. É uma forma de voltar. De sentir de novo.
Aos 13 anos entrei no mundo dos casamentos pela porta da música. Comecei como DJ, embalando as primeiras danças, as entradas emocionadas, as noites que iam até o amanhecer. Por mais de duas décadas fui a pessoa que fazia a festa acontecer — depois vieram anos numa orquestra de casamentos, levando melodias ao vivo para celebrar o amor.
Vivi centenas de casamentos por dentro. Senti cada um deles.
Em 2018, uma mudança de rumos me abriu espaço para ouvir algo que estava quieto dentro de mim há muito tempo. Fiz meu primeiro curso de fotografia. Comprei uma câmera. E percebi que tudo que eu havia vivido naquelas décadas de festa, emoção e celebração tinha me dado algo que nenhum curso ensinaria: o olhar de quem conhece esse momento como poucos.
A transição foi natural. Inevitável, até.
Hoje chego a cada casamento com a câmera no pescoço e uma certeza: estou carregando a responsabilidade de registrar o início de uma família. Cada olhar, cada abraço, cada lágrima que escapa sem avisar — são detalhes que merecem ser vistos, guardados, entregues.
Dentro do casamento, sou o que o momento precisa que eu seja. Discreto na cerimônia. Presente e leve na festa. Próximo o suficiente para capturar o real, distante o suficiente para não interferir. Gosto de conhecer o casal, de entender quem são antes de fotografá-los. Quando as pessoas se esquecem que estou ali, as melhores fotos aparecem.
Não imponho um estilo. Ouço, observo e fotografo o que aprendi a sentir em décadas vivendo esses momentos por dentro.
Quando você olhar para as suas fotos anos depois, quero que sinta exatamente isso: “Uau. Somos nós — e a nossa felicidade, para sempre.”
Sou Ricardo Yasumura. Fotógrafo de casamentos em São Paulo e destinos. Católico, casado com a Raquel, pai da Mariana. E alguém que nunca conseguiu — nem quis — ficar longe de um casamento.
